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Mostrando postagens de maio, 2015

Sentir e pensar, pensar e sentir o mundo a nossa volta

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                                                                                                                 o sentir que dirá o que se fazer                                                           o sonhar que dirá o que deve ser real                                                           o esquecer que dirá do que se lembrar                     ...

M. de memória

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Os livros sabem de cor milhares de poemas. Que memória! Lembrar, assim, vale a pena. Vale a pena o desperdício, Ulisses voltou de Tróia, assim como Dante disse, o céu não vale uma história. um dia, o diabo veio seduzir um doutor Fausto. Byron era verdadeiro. Fernando, pessoa, era falso. Mallarmé era tão pálido, mais parecia uma página. Rimbaud se mandou pra África, Hemingway de miragens. Os livros sabem de tudo. Já sabem deste dilema. Só não sabem que, no fundo, ler não passa de uma lenda. (Leminski disse)

Quatro e meia da manhã

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os barulhos do mundo  com passarinhos vermelhos, são quatro e meia da manhã, são sempre quatro e meia da manhã, e eu escuto meus amigos: os lixeiros e os ladrões e gatos sonhando com minhocas, e minhocas sonhando os ossos do meu amor, e eu não posso dormir e logo vai amanhecer, os trabalhadores vão se levantar e eles vão procurar por mim no estaleiro e dirão: “ele tá bêbado de novo”, mas eu estarei adormecido, finalmente, no meio das garrafas e da luz do sol, toda a escuridão acabada, os braços abertos como uma cruz, os passarinhos vermelhos voando, voando, rosas se abrindo no fumo e como algo esfaqueado e cicatrizando, como 40 páginas de um romance ruim, um sorriso bem na minha cara de idiota. Bukowsky -  Tradução: Jorge Wanderley)