Desafios para o educador no ensino de humanidades para a juventude contemporânea

     Sabe-se que durante a juventude, o indivíduo está em um momento de estruturação de sua identidade, constituindo-se enquanto pessoa e isto está ocorrendo em um cenário complexo, no contexto do capitalismo de mercado e financeiro, construído sobre uma base neoliberal. Há disputas nos currículos das escolas e das universidades, além da crise das universidades, é importante verificar ainda as distinções entre ensino e formação. A crise do capitalismo gera desigualdades que aceleram o neoliberalismo e o jovem percebe-se na imposição de tornar-se empresário de si. Porém, é um processo difícil de concretizar-se devido às grandes exigências do mercado. 

    O ensino de humanidades precisa organizar-se e pensar formas para que o jovem se reconheça como parte de uma comunidade, que considere valores das comunidades que se relacionam a aspectos de justiça, prezando pelo diálogo entre as culturas, que considere os direitos humanos, o direito da população negra à vida nas periferias, dos indígenas na luta pela terra, das mulheres e LGBTQIA+. No ensino de humanidades, é necessária a percepção de que as emoções se relacionam fortemente com aprendizagem e os jovens, assim como as crianças, adultos e idosos procuram ocupações e/ou situações em que se sintam bem e tendem a evitar atividades em que se sintam mal. Neste sentido, para que a aprendizagem ocorra, é essencial que se criem situações de aprendizagem, através de tarefas, propostas desafios, atividades, tendo em vista a imensa importância das emoções na aprendizagem.


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